quarta-feira, 24 de março de 2010

www.carolbandeira.com.br

Novo site no ar!!! Agora imagens e pensamentos em um só lugar. Site e blog caminham juntos. Acesse: www.carolbandeira.com.br e reencontre meu universo atualizado. Espero você lá!

Beijão

domingo, 29 de novembro de 2009

Nu Artístico como auto-expressão

Posar para um ensaio de nu, no início do invento da fotografia era tarefa para ousados. Quem se arriscou foi tachado de pornográfico, obsceno ou contraventor. Não foi em vão que, em 1874, todo o faturamento do fotógrafo Henry Hayler com fotos sensuais, foi confiscado pela polícia de Londres.

Da repressão a banalização, algo no imaginário coletivo provoca, instiga e sempre conduz a este desejo: o de nos mostrarmos como viemos ao mundo, sem pudores ou repressões sócio-culturais. Antigamente, os corajosos eram mal vistos e relegados à ala dos imorais. Atualmente, os que posam nus são elevados ao status de estrelas, admirados e adorados.

Encontrar revistas com conteúdo “adulto” não é tarefa difícil. Imagens sensuais são comercializadas com muita naturalidade, de homens viris e mulheres mais que despidas, arreganhadas e com caras de prazer. Aliás, esta categoria de publicação, encontra-se no ranking das mais vendidas. Por que será que posar nu causa tanto frisson?

Partindo de fora para dentro, poderíamos arriscar que a banalização da imagem de um corpo nu se dá pela necessidade de suprir um mercado consumidor, em franca expansão, decorrente da exploração do sexo e do prazer carnal. Se pensarmos de dentro para fora, parece crescente o desejo de mostrar-se para o outro, como forma de auto-afirmação e exposição dos instintos mais secretos, que acompanham o homem e a mulher, desde o início dos tempos.

No subterrâneo do nosso ser, arisco dizer que todos, em algum grau, cultivam este lado voyer, pronto para emergir à primeira oportunidade de apreciar um material, assim chamado, pornográfico ou obsceno. Eu percebo no dia-a-dia do meu estúdio pessoas comuns, das mais diversas áreas, em busca de uma auto-expressão, uma chance de liberdade, uma oportunidade de despirem a alma, em buscar a si mesmas. E neste caminho, de desprenderem-se dos valores sócio-morais, terminam deparando-se com uma experiência singular de libertação e auto-prazer.

Artigo Publicado no jornal Correio da Chapada nº 131 - Edição de outubro/2009 - Coluna Carol Bandeira, pág 6.


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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Salve o Dia da Consciência Negra!


Nossa cultura é rica, diversificada e encantadora. O que seria de nós brasileiros sem a contribuição da cultura africana? O que seria de nós mulheres não fosse a doçura de Oxum, a imponência da Mãe Iemanjá e a determinação de Iansã? As homenagens ainda são poucas diante do gigantesco legado deste Povo para nosso País. O que o nosso Presidente espera para tornar feriado nacional o dia 20 de novembro?

Diante de tantos contratempos filosóficos e políticos, aproveito a oportunidade para me manifestar: QUEREMOS OFICIALIZAÇÃO DE FERIADO NACIONAL NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. Não para ser um dia de carnaval fora de época, já que tudo na Bahia vira festa. Mas, para ser um dia de reflexão, de educação das nossas crianças, de conscientização da necessidade de respeito e aceitação do Negro e sua cultura de forma integral, que é a nossa cultura.

Minha pele é branca, minha consciência universal. Somos todos HUMANOS para o Criador e únicos em nossa tarefa espiritual. O meu amor é pelos SERES HUMANOS. É preciso amar de forma integral. O Dia da Consciência Negra precisa ser mais respeitado, valorizado e amado.

Salve a todos de pele abençoada, filhos de Olorum, fruto do amor do Criador pelo Universo. Homens e mulheres de fibra, motivo de orgulho de muitas nações. A resistência e garra do Povo Negro é um exemplo de superação de obstáculos, uma inspiração para os que conseguem enxergar os verdadeiros valores deste Povo. SALVE ZUMBI DOS PALMARES, SALVE!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Turma de Nu Artístico conclui o curso


Muita descontração, alegria e união. Foi assim a conclusão do curso de Nu Artístico da Turma 01/2009, no último dia 14/11, promovido pelo nosso Studio. Depois de ouvirem a aula teórica e de mostrarem o desempenho através de suas fotos, os alunos se confraternizaram ao som, AO VIVO, de DJ Leal, que também participou da produção do curso.

A turma formada por Arthur Detal, Carlos Eduardo, Jamile Barbosa, Jorge Pinheiro, Nelson de Castro, Tiago Celestino e Victor da Mota, comprovou para mim, mais uma vez, de que o processo de aprendizado em conjunto gera excelentes resultados. Troca de experiências, crescimento mútuo e muita amizade.

Foto: Carlos Eduardo

A fotografia existe para eternizar os momentos que a mente não deve esquecer. Dar aula para vocês foi mais que uma experiência didática mas, uma oportunidade de crescimento profissional, pessoal e enquanto ser humano. Muito obrigada pela confiança e presença. Agradeço, também, aos modelos que participaram e confiaram, mais uma vez, em meu trabalho. Até a próxima!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Momento Mulher



A mulher moderna tem uma versatilidade que surpreende e, muitas vezes, até assusta. Atualmente, segundo dados da Unicamp, a participação da mulher no mercado de trabalho está praticamente empatada com os homens. Com o desenvolvimento tecnológico há uma geração de novas necessidades, um fluxo contínuo de produzir, vender, comprar, jogar fora e produzir de novo, que tem gerado um fluxo também contínuo no exercício dos papéis sociais desempenhados pelas mulheres. E o nosso momento íntimo, aquele dedicado somente a nós mesmas? Será que é possível encontrá-lo em meio a tantas obrigações?

Fugindo um pouco do conceito de gênero fêmea/macho para adentrar o sentido figurado da palavra mulher, segundo o dicionário Houaiss, mulher é o idealmente belo, sensível, delicado, afetivo, intuitivo, apelidada de “sexo frágil”. Com os novos papéis sociais assumidos, onde a mulher troca de posição, muitas vezes, com o marido, parece-nos que este ideal figurativo cede espaço a outros atributos, por vezes classificado como masculino.

A reflexão a que propomos não se trata, de forma alguma, de deixarmos de ocupar estes espaços que cada vez mais temos conquistado. O questionamento é de que forma podemos fazer isto mantendo as qualidades que somente a alma feminina possui. É necessário ter planejamento e fazer escolhas para que a nossa agenda não nos sufoque.
Estar no momento presente é um grande desafio. A mente tem a tendência de vaguear entre o passado e o futuro e muitas vezes deixamos de aproveitar momentos simples, mas tão cheios de significado, como estar com nossos filhos à noite, por exemplo. Falo em estar de corpo e alma, não pensando nos problemas do trabalho. Da mesma forma, que, local de trabalho não é local para discutir problemas domésticos. Por onde caminham os nossos pensamentos, será que estamos de forma integral em todas as atividades que nos propomos?

É preciso aproveitar pequenos momentos que podem ser de profunda reflexão para nós: uma boa ducha quente, uma caminhada na praia, uma sessão de massagem indiana, um momento para yoga ou meditação, ou assistir a um bom filme acompanhado de nós mesmas. É preciso encontrar espaço, em meio a tantos papéis, para aprimorar também nossas qualidades femininas de intuição, magia e doçura que a natureza gentilmente cedeu, em tom especial às mulheres!

Artigo Publicado no jornal Correio da Chapada nº 130 - Edição de Setembro/2009 - Coluna Carol Bandeira pág. 6

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Curso de Fotografia - NU ARTÍSTICO

Voltado para fotógrafos amadores ou profissionais, este curso abordará as diversas linguagens de nu na fotografia, seja ela, sensual, erótica e/ou artística e a história da fotografia de nu.

Discutiremos ética profissional, direito autoral de imagem e conceitos relativos ao nu. E, principalmente, como dirigir o(a) modelo neste tipo de foto.

O curso é dividido em aulas práticas com modelos masculino e feminino, em estúdio e externa, e teóricas expositivas e com dinâmicas de grupo. Serão 20h divididas em 5 aulas de 4 horas cada, sempre aos sábados.

VAGAS LIMITADAS!

Mais informações: 71. 3248 9477/ 8878 9477

ARTE HOMOERÓTICA - O Amor das Mulheres

Produzimos a exposição ARTE HOMOERÓTICA com fotos de mulheres se amando, em 2005, para uma exposição coletiva intitulada DiversCIDADES, que junto com o trabalho dos fotógrafos Edgar Oliva e Roberto de Souza, foram expostas na Galeria Pierre Verge, em Salvador - Bahia, na segunda edição do Festival da Livre Expressão Sexual.

Em 2007, a exposição que gerou polêmica, especialmente por ter sido noticiada pelo programa Zurupi na Band (assista entrevista no Youtube) ilustrou o Documentário SIM, EU SOU UMA DELAS, produzido por Eduardo Scaldaferri e Carolina Mendonça. Eu também participo do documentário contando a dificuldade que tive em produzir este material devido ao medo das lésbicas se assumirem publicamente.


Em 2008, convidada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em Xique-Xique, a exposição ilustrou o evento NAS MARGENS DAS LETRAS, que abordou naquela ano o tema diversidade sexual. Na oportunidade, apresentei uma trabalho sobre a História da fotografia de nu desde 1855 até os dias atuais.





A receptividade ao tema tem sido tão boa que novos convites tem surgido e um novo material está sendo produzido, o qual, em breve, estará disponível para a população baiana.